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Crónicas da Minha Aldeia

Diário de bordo do meu Mundo que é uma aldeia pintada com as cores do arco-íris.

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12
Mar19

Onda de indignação

Miss Lollipop

Uma onda de indignação varre o país nesta altura, gerando um vendaval de críticas ferozes,  à conta dos novos programas estreados no passado domingo.

Estes programas apenas existem, porque há quem se presta e não se importa de fazer as figurinhas que tanto nos escandalizam.

E prosseguem como top de audiências sem igual, porque toda a gente fala deles, e como a curiosidade matou o gato, lá se vai dar uma vista de olhos aos programas, o que hoje em dia basta andar com os canais para trás, ou mesmo ir à www (que hoje faz anos), e ver os vídeos à nossa disposição, porque para se criticar depressa e bem, há que ver para crer como São Tomé.

Estão ali, todas e todos, dizem eles e elas,  à procura do amor, que lhes tem sido madrasto (não é erro não), ao longo dos seus provectos e bem vividos 19, 20, 21 e 23 anos, quando todos nós sabemos que estão ali apenas para alcançar aqueles minutos de fama, seja a que custo for, e falem mal, mas falem de mim, pois holofotes precisam-se para abrilhantar a nossa vida.

Eles com os seus ares de grunhos,  músculos à vista e poses de marialvas, elas com os seus ares de frágeis donzelas imaculadas, submissas e prontas para realizarem qualquer desejo inimaginável que seu amo  ou sua matriarca almejem.

Quase todas desempregadas, nada é por acaso, já se reconheceram participantes em outros formatos, estrelas da pornhub e capas da Playboy, pobres, coitadas ingénuas que apenas aguardam por seu príncipe encantado para lhes calçar o sapatinho de cristal.

Os participantes, a não ser que tenham vivido nos últimos tempos numa cápsula de criogenia, já sabiam ao que iam, pois estes formatos de programas pululam por toda a Europa sem grandes diferenças de uns para outros nem foram obrigadas por nenhum ser maquiavélico que lhes tivesse apontado alguma pistola às suas cabeças de vento.

São maus os programas?

Não. São péssimos, mas enquanto gerarem polémica, enquanto forem tema de conversa, vão continuar a existir, e quanto mais sangue, suor e lágrimas provocarem, mais audiências terão, mais participantes se irão inscrever, novas temporadas virão, e a indignação continuará a publicitar de forma gratuita estes programas.

 

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