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Crónicas da Minha Aldeia

Diário de bordo do meu Mundo que é uma aldeia pintada com as cores do arco-íris.

Crónicas da Minha Aldeia

Diário de bordo do meu Mundo que é uma aldeia pintada com as cores do arco-íris.

01
Out21

Balanço da semana

Miss Lollipop

Thank God it's friday....

Nunca esta expressão fez tanto sentido na minha vida.

Foi a semana em que peguei de novo no carro após o acidente, foi a semana em que voltei ao escritório por 2 vezes.

O conduzir para mim que sempre adorei conduzir, tornou-se num martírio.  Conduzia despreocupadamente atenta, sempre com música alto e bom som a cantar e desafinar.

Agora, sinto a tensão em cada músculo do meu corpo, vou de dentes cerrados a olhar desconfiada para tudo e para todos, o rádio vai tão baixo que nem sei o que por lá passa.

O trânsito está infernal, as pessoas parece que desaprenderam a conduzir, estão muito mais impacientes e intolerantes, vê-se manobras loucas de bradar aos céus, não há percurso em que não se apanhe um acidente.

Depois de 45 longos e tortuosos minutos, consegui entrar no edifício, com mais 20 minutos até conseguir alcançar a minha sala, por entre encontros saudosistas de colegas de diversos departamentos.

Há que achar um pc livre e demorar o tempo que for preciso para configurar as nossas definições.

Com as maravilhas do open space, a concentração voa em todas as direções entre conversas cruzadas.

Embora tenha saído o mínimo indispensável do lugar em que estava, as visitas dos colegas sucederam-se em catadupa no meio de conversas de circunstância.

Com a paciência em valores negativos  voltei a enfrentar o trânsito dantesco.

Desde que de lá saí até ao momento que entrei em casa, havia apenas 18 chamadas não atendidas.

Óbvio será que no dia 2 presencial em que pouco ou nada mudou, desliguei o telefone à saída.

E saí mais cedo a correr pois tinha reunião com a Diretora de Turma da miúda, em casa via teams....

Ou seja, produtividade com balanço negativo, níveis de stress nos níveis máximos... lar, doce lar... there's no place like home

28
Set21

Regresso ao escritório

Miss Lollipop

Depois de uma tentativa frustada e bem dolorosa de regressar ao trabalho presencial na semana passada, hoje foi o dia em que voltei ao escritório.

Tudo começou com uma orientação superior, em que nos mantemos em teletrabalho 2 dias por semana, e temos que cá vir 3 , descobrir uma secretária livre com computador, e fazer exatamente o que fazemos em casa, ou bastante menos, pois perde-se tempo (imenso) no caminho para cá, não se toma café frente ao pc, desliga-se o pc bem mais cedo e perde-se ainda mais tempo a voltar para casa.

Tentei vir na semana passada, mas o Universo também estva contra a minha volta. Não consegui cá chegar, mercê de um camião que se atirou literalmente para cima do meu carro, que repousa agora nas urgências oficinais. 

Adiante que, salvo a chaparia lateral ter ficado toda lixada e de eu  ter ficado dorida como o caraças, estou aqui para contar a história, que quase ninguém acreditava.

Hoje então fui buscar todas as minhas forças, enchi o peito de coragem, exorcizei os meus fantasmas e aqui estou eu, sentada em secretária alheia frente a pc partilhado, longe da minha janela, com uma neura do tamanho do mundo.

Se havia alguma réstea de saudade bem escondida dentro de mim, comprovei que nem sequer uma pontinha em que me  pudesse agarrar.

Tive das manhãs menos produtivas dos últimos tempos, com constantes interrupções bem intencionadas mas que me levam ao desespero e à vontade de ser bruta.

Perdi a conta ao número de vezes que já me levantei deste lugar, em que desci e subi os degraus, em busca de arejar a mente, o espírito, a alma e o corpo.

A minha concentração apresenta mínimos olímpicos, pois as conversas cruzadas de um lado e de outro mantém-se a bombar.

Sinto-me triste, infeliz e deprimida, e não gosto de me sentir assim.

Estou a sonhar com a hora de me ir embora, de sair daqui, e de chegar ao meu porto seguro.

03
Mai21

Acerca do Dia da Mãe

Miss Lollipop

Íamos sempre juntas logo pela manhã à missa do Dia da Mãe, íamos todos almoçar fora num restaurante previamente reservado, víamos filmes durante toda a tarde.

Assim era passado o Dia da Mãe com a minha querida Mãe.

Desde que ela partiu, passou a ser um dia muito triste para mim em que deixei de ter vontade de fazer fosse o que fosse.

Este ano tornaram o meu dia da Mãe um pouco mais suportável com o presente que fez a minha felicidade, depois de terem visto como eu fiquei depois de ter  oferecido o canarinho à amiga....

canarinhos.jpg

 

30
Abr21

O presente mais que perfeito

Miss Lollipop

Não há nada que me dê mais prazer do que encontrar os presentes perfeitos para oferecer a quem eu mais gosto.

Hoje é o aniversário da dona do “nosso” restaurante de eleição, italiana cheia de pelo na venta, de quem gostamos imenso e com quem criámos uma ligação muito especial.

Ontem no nosso passeio diário de fim de tarde passámos por lá e tomámos umas bebidas com eles na esplanada. A conversa virou-se para os animais e o quanto ela queria um canário para fazer companhia à sua canarinha que anda muito triste desde que ele se foi.

Imediatamente se fez luz dentro da minha cabeça delirante e comecei de imediato uma louca demanda em busca de um canário para oferecer, o que são sabia ser tão difícil nesta atura, pois fiquei a saber que acasalam em Março, Abril, Maio e Junho é para a postura dos ovos e nascimento das crias, que só estão prontas para serem separadas em Julho Agosto e Setembro.

Mas como o verbo desistir não faz parte do meu vocabulário e conheço meio mundo e parte do outro, lá consegui que alguém me desencantasse 1 canarinho amarelo com 2 anos que canta maravilhosamente.

Reservado de imediato, pé no acelerador para o ir buscar e aqui está ele, lindo de morrer, esperto até mais não, sem se calar por um segundo.

Estamos apaixonados por ele, e se eu não gostasse tanto de quem o vai receber como presente perfeito de aniversário, ele já não saía daqui……

canario.jpg

 

 

28
Abr21

Cenário de fofura

Miss Lollipop

O meu pai tem na casa dele que por acaso é aqui mesmo ao lado da minha, um quintal onde passeiam alegremente galos e galinhas de raça pequena em alegres cacarejares.

Como achamos que temos galináceos suficientes, andamos sempre à coca de galinhas fertéis para lhes roubar os ovos que são bem engraçados de tão pequenos que são.

Estava eu no meu quintal, quando comecei a escutar uns piados estranhos....

Fui investigar o que se passava, quando me deparo com um cenário de fofura pegada.

PINTOS.jpg

Uma galinha que foi mais esperta do que nós e que se escondeu muito  bem escondidinha....

 

10
Abr21

Novas realidades

Miss Lollipop

Quem bem me conhece sabe que não dispenso os meus jantarinhos fora na companhia do meu mais que tudo, da família ou dos amigos, tendo com a vinda das crianças sido instituído como lei o nosso jantar semanal a dois, acontecesse o que acontecesse.

Esta história da pandemia veio trocar-nos um bocado as voltas e baralhar-nos o sistema.

Reduzimos as saídas para os jantares, mas continuámos a ir sempre com as devidas precauções e todos os cuidados possíveis e imaginários indo apenas a locais da nossa total confiança.

E estava a correr muito bem, até que fomos obrigados a ficar em casa sem hipótese alguma de espairecer as nossas mentes ao degustar belos peticos regados convenientemente em mais algum sítio que não fosse dentro de 4 paredes, ou na melhor das hipóteses, no quintal, mas nem isso foi possível, pois nem o raio do tempo ajudou.

Até que apareceu uma vaga luz ao fundo deste túnel tão comprido e qual presos numa saída precária deixaram-nos ir para esplanadas que sempre foram o meu lugar de eleição.

Reservámos de imediato mesa no nosso sítio do costume e chegou o tão ansiado dia, após uma noite em que mal consegui dormir tal era a emoção dentro de mim.

O dia custou a passar, não via a hora de para lá caminhar.

Desliguei o pc mais cedo, afinal era por uma boa causa, tomei um banho relaxante e arranjei-me como há imenso tempo não me arranjava.

Maquilhagem, cabelo, roupa, acessórios tudo escolhido com pompa e circunstância, saboreando cada momento de preparação com requintes de malvadez numa excitação atroz como se fosse a primeira vez.

Tristes tempos estes de novas realidades estes em que a felicidade é feita de momentos dantes tão normais e que agora se revelam  verdadeiros eventos.

Se correu bem soube ainda melhor,  sinto-me revigorada, de cabeça leve e ideias espairecidas, de tão feliz que estou que vou cometer a loucura de pela primeira vez nestes anos todos que por aqui navego por estas águas , de vos dar a conhecer minha real pessoa.

Jantar.jpg

 

 

 

 

30
Mar21

Sons de Infância

Miss Lollipop

 Dos sons que me remetem para os dias felizes da minha infância, está a figura do amolador que de bicicleta atulhada e apetrechada,  ao som mágico da  flauta de pan anunciava a sua passagem sempre pronto para amolar qualquer faca, tesoura ou arranjar as varetas dos guarda-chuvas.

Figura tão típica que como tantas outras foi desaparecendo ao longo dos anos.

Mas por aqui pela aldeia ele aparece de tempos a tempos.

E estando eu no meio do trabalho, logo que ouvi a flauta a tocar corri para a janela numa espécie de encantamento nostálgico, lembrando das palavras da minha querida Mãe quando o ouvíamos  - Está a chamar a chuva, vem aí chuva  -

E hoje não é exceção.....

Amolador.jpg

26
Mar21

Dia de vacinação

Miss Lollipop

Ontem estava eu a almoçar com o meu pai, quando recebeu uma chamada que não queria atender...

Em boa hora lhe arranquei o telefone das mão e atendi.....

Era do centro de saúde a convocá-lo para ir hoje tomar a vacina.

Escusado será dizer do drama que foi por aqui o dia inteiro, com ele de birra a recusar-se a tomar a vacina, porque não queria que lhe metessem o vírus dentro e outras pérolas afim...

Teve que ser ameaçado em ultima instância com a proibição de tornar a entrar aqui em casa e de não tornar a ver os netos !!!

E hoje, depois de muita ronha matinal, lá o consegui meter no táxi previamente agendado, serviço gratuito prestado pela CM cá do burgo, e lá fui com ele armada em cadela de fila.

Chegados ao local, um pavilhão desportivo, fiquei pasma com a organização ali instalada.

Passoal disponível, super eficientes e disponíveis, inquérito respondido, papel entregue e rumo a um dos 12 cubículos de vacinação.

Enfermeira simpática e cuidadosa, a explicar tudo o que havia para explicar e a tirar qualquer dúvida que ainda restasse, toca de lhe espetar a santa da agulha sem que ele sequer desse por isso.

Encaminhados para a zona de recobro, fez a vida negra a toda a gente, sempre a chamar o pessoal do controle da meia hora para saber se já podia ir embora.

Finda a interminável meia hora, encaminhados para a saída com a oferta de um saco com uma maçã, um queque, um sumo, máscaras e gel desinfetante.

2 minutos após a ligação para o rádio táxi eis-nos a caminho de casa numa aventura que se afigurou difícil e  que nem sequer 1 hora durou entre o ir e o chegar.

Está ali tranquilo sem qualquer reação ou dor no braço a fazer as suas palavras cruzadas, até ao próximo dia 23 onde vou ter novo filme quase que de certeza.

Filha sofre........

15
Mar21

Porque eu Posso

Miss Lollipop

Porque eu posso ser Esposa, ser Mãe, Ser Filha, Ser Amiga, Ser Companheira, Ser Colega, ser aquilo que eu for, mas nunca me esquecendo de quem eu sou.

Porque eu posso estar confortável na vida e sentir-me desconfortável em determinados momentos, porque eu posso amar perdidamente e ser amada tal como o mereço, ter alma e sangue e vida em mim num fogo que arde sem se ver.

Porque eu posso exorcizar os meus fantasmas, libertar a minha mente atribulada em rasgos de imaginação delirante, soltar a raiva contida em palavras incontidas, viajar por outros mundos tão diferentes presos em lombadas de puro prazer.

Porque eu posso viver a vida intensamente como se não existisse amanhã, porque eu posso cantar até que a voz me doa, porque eu posso dançar até aos pés me sangrarem em gotículas de emoção.

Porque eu posso ter alma de palhaça e coração de manteiga, porque eu posso ser uma eterna criança num corpo de mulher, porque eu posso simplesmente ser EU.

Simplesmente, porque eu posso….

https://porqueeuposso.blogs.sapo.pt/dia-de-responder-aquela-pergunta-460371

 

11
Mar21

Não está fácil por aqui

Miss Lollipop

Não está fácil por estas bandas. Nada fácil mesmo.

A nossa Buldoguita mais querida, guerreira até ao fim, deixou-nos no Dia da Mulher.

Depois de ataques de convulsões consecutivos, de internamentos sucessivos, parecia estar a recuperar lentamente nestes últimos dias.

Só que não. Sentada na sua cama, esperou que que Ele lhe pegasse ao colo para dar o seu último suspiro.

Afinal era a “namorada” dele. Ele não conseguia estar no sofá sem a ter ao colo ou sempre a ele encostada com lambidelas de carinho.

E custou muito a todos, e continua a custar imenso a todos.

Temos mais cadelitas, mas nenhuma é igual a outra, cada uma tem a sua personalidade tão peculiar e as suas características tão particulares. Todas nos fazem falta de maneiras diferentes.

Estou destroçada como estamos todos, sinto-me a sangrar por dentro, mas tenho a responsabilidade de reagir, de me manter à tona neste barco à deriva.

Porque não me posso dar ao luxo de me vir abaixo sob pena de todos naufragarem.

Porque a mais nova dorme mal e anda triste, porque Ele só chora e não quer comer.

Já me chateei com Ele, já o tentei abanar, e não está fácil.

As saudades que tenho quando não tinha quer ser a fortaleza de ninguém

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