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Crónicas da Minha Aldeia

Diário de bordo do meu Mundo que é uma aldeia pintada com as cores do arco-íris.

Crónicas da Minha Aldeia

Diário de bordo do meu Mundo que é uma aldeia pintada com as cores do arco-íris.

10
Mai19

Cafezada Aconchegante

Miss Lollipop

Não há margem para qualquer dúvida que o bom Português é aquele que gosta de ficar bem aconchegado aos outros, independentemente de serem amigos, conhecidos, ou melhor ainda, totalmente estranhos.

Acontece nos transportes públicos, nas filas do supermercado, do MB, wherever.

Aquela velha máxima que o lugar ao lado de alguém é sempre melhor do que um lugar sozinho é lei recorrente do burgo.

Vem esta prosa a propósito da nossa ida matinal ao bar cá do sítio.

Todos os dias,a meio da manhã, o pessoal começa a mobilizar as hostes para a nossa cafezada matinal de escárnio e maldizer.

Entre colegas do Departamento e outros de outras paragens, somos cerca de 10 a 15, que despercebidos não passamos de maneira alguma.

Hoje lá descemos desta banda e sentámo-nos numa das mesas compridonas do lado da janela, a aguardar o resto da trupe que,  tresmalhadamente,  vão aparecendo aos pingos.

 Eis senão quando 2 colegas de outro sítio decidem sentar-se na ponta da nossa mesa.

 Olhámos para eles com ar de surpresa, pois restantes mesas estavam todas livres.

As nossas tropas começaram a aparecer e foram ocupando os lugaritos vagos.

Do lado dos intrusos também começaram a aparecer reforços.

 Á medida que os nossos chegavam lá íamos nós apertando-nos cada vez mais uns contra os outros para ficarmos juntos como habitual….

 E o resto das mesas vazias….

Até que já sem lugares disponíveis a última a chegar se sentou… …em 2ª fila !!!

E o resto das mesas vazias…

Eles bem iam deitando uns olhares pelo canto do olho como quem não quer a coisa, mas isto de dar o braço a torcer é lixado…. Será uma questão térmica, de aconchego ou é mesmo só para chatear  ??????????????????????????

03
Mai19

A roupa escolhe-me mesmo

Miss Lollipop

Posso jurar a pés juntos e ao pé coxinho que não tenho uma ponta de culpa na roupa que teima em me escolher.

As peças sentem-se atraídas pelo meu corpo e nem é preciso usar Axe para tal.

É um estigma com o qual tenho que viver,

Um dia destes andava esta vossa amiga a descontrair pelas lojas aqui das redondezas, quando numa delas, do nada, no meio de vários cabides cai um vestido.

Apanho-o do chão, levanto o cabide, e fiquei agradada.

Coloquei-o à minha frente e ouço logo a menina com conversa de vendedora entusiasta:

“- Leve-o que é tão giro e vai-lhe ficar tão bem. Parece ter sido mesmo feito para si- !

Olhei para ela com aquele meu olhar de dragão do Knight King, o meu nariz fez um movimento à Cleópatra, e com o meu melhor sorriso forçado, disse-lhe “Pois, mas não, obrigada”.

Resisti estoicamente, o que teve em mim um efeito de orgulho imenso, e voltei para o lugar que me paga a roupa que me escolhe.

Durante o resto da tarde, o raio do vestido trespassou a minha mente por diversas vezes, irritando-me por me fazer perder a minha concentração.

Durante a noite, os espíritos da roupa não me deram tréguas, tendo sido ao acordar o meu primeiro pensamento para o raio do vestido.

À hora do almoço, lá estava eu humilde guerreira reconhecendo a minha derrota perante o olhar triunfante da vendedora, que após o experimentar, saltitava alegremente, entoando em cântico, o quanto me ficava bem o raio do vestido.

E pronto, e mais uma vez, a roupa escolheu-me. Foi feitiço, foi. Só pode.

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23
Abr19

A tradição já não é o que era

Miss Lollipop

Desde que pari as minhas crias que a minha quadra Pascal passou a ser antecedida por um périplo intenso a tudo o que é super, hipermercado e afins, em busca dos mais diversos e coloridos achocolatados ovinhos, coelhinhos, galinhos, patinhos,  etc e tal, culminando na manhã do Domingo de Páscoa numa ruidosa e movimentada caça aos ovos que o Coelhinho da Páscoa, ou neste caso a sua fiel ajudante que por um mero acaso também é ajudante do Pai Natal, escondera de madrugada nos mais recônditos espaços de cada milímetro do jardim, sempre na esperança que nenhuma das cachorras saísse primeiro para ter o banquete da sua vida.

Para o efeito, Lolli e Pop tinham cada um o seu cestinho de asas decorado a preceito já com um coelho grande e colorido dentro deles.

O Pop, do alto da sua viril adolescência, desde há 2 anos que passou a preferir ficar enroscado nos seus lençóis do que andar à cata de ovos, delegando na Lolli a árdua tarefa e a responsabilidade de depois os dividir irmãmente.

Até este ano…. Em que, depois de eu me ter esfalfado na demanda dos chocolatitos mais coloridos e perfeitos, a minha Pop me vem informar solenemente que já não iria fazer a caça aos ovos…

Caiu-me tudo ao chão, fiquei deprimida, desolada, e outras cenas acabadas em ada, mas respirei fundo, contei até 530.167, e na manhã do domingo de Páscoa, o Coelhinho da Páscoa deixou na mesa de cabeceira de cada um, um cestinho bem recheado de ovinhos.

Vencida, mas não rendida.

18
Abr19

Eintracht vs SLB

Miss Lollipop

Adepta fervorosa do Benfas, embora bué da leiga para desespero da Lolli, tenho gritado imenso nesta 1a parte para o nosso menino encarnar o diabo e desatar a atirar a bola à maluca, tipo matraquilhos,  que ela há-de entrar naquela baliza.

Sobre o Eintracht,  aparte aquele golo fora de jogo, shame, shame, shame, o equipamento deles devia ser proibido. Tudo de preto??? Parece que estão numa cerimónia fúnebre!!!! 

Jogadores e nas bancadas,  é totalmente mórbido. Nem uma pinga de colorido. Shame, shame, shame.

E que história é esta de terem também uma águia como símbolo?

A águia só há uma, e é a nossa Vitória!!!!

Shame, shame, shame.

Bora à remontada na 2a parte...

09
Abr19

Passeio Higiénico

Miss Lollipop

Na pausa da hora do almoço é prática corrente sermos avisados pelos colegas de que vão dar o seu “passeio higiénico”.

Tal sentença sempre me provocou um sentimento de incompreensão incomodativo, levando-me a questionar das reais intenções das pessoas que vão dar o seu “passeio higiénico”.

Será que durante o passeio, ou quiçá no seu término, são brindadas com um grande banho repleto de flores de laranjeira, alfazema, eucalipto, verbena que lhes deixam com aquele toque de frescura higienicamente perfumada que faz com que qualquer pupila olfactiva desate a pulular de desejo incontido sendo literalmente sugadas por narizes gulosos de colegas que desnorteados face a tais auras perfumadas perdem o norte, o sul e se calhar mais qualquer coisita que bem lá no seu intimo tentavam afastar da cobiça alheia?

Será que durante o dito “passeio higiénico” se cruzam com uma espécie de alienígena que totalmente coberto por um fato espacial prata brilhante ofuscante de viseira translúcida e pulverizador em riste lhes borrifa com um desinfectante com um cheiro tão activo capaz de exterminar todas as gerações idas e vindouras de fungos, bactéria ou germes?

Ou será suficiente uma solução germicida de espectro reduzido?

Ou será que sou a única que desconheço a existência de um passeio público, privado ou da fama formado por pedras não de calcário ou de basalto mas por pedras sanitárias intercaladas com as sempre populares bolinhas de naftalina calcetadas por finos martelinhos esterilizados em lixívia perfumada?

A dúvida persiste na minha mente conturbada e acompanhar-me-á provavelmente ao longo dos meus perfumados anos.

Mas o que é certo, é que quando regressam do seu “passeio higiénico” com as suas faces ligeiramente ruborizadas apresentam ar de satisfação incontestável do dever prazenteiramente cumprido.

Será que também devia começar a higienizar-me com uns passeiozitos?

 

 

05
Abr19

Quando é a roupa que nos escolhe

Miss Lollipop

Andava o casal Lollipop no meio de uma feira medieval em pleno Alentejo Altaneiro quando o meu olhar de lince é atraído pelo esvoaçar de uma túnica colorida, mesmo à minha moda, estrategicamente pendurada ao lado da porta de uma discreta  lojinha.

Resisti estoicamente ao meu impulso imediato consumista, continuando nossa demanda em busca de um sítio para morfar.

Já de ânimos apaziguados pelas barriguitas compostas, descemos a mesma rua, quando ao passar frente à mesma discreta lojinha, a túnica esvoaçante voou mesmo dali para fora, indo aterrar à nossa frente.

Com um feeling de “the chosen one”, lá tive que levar a túnica a migrar para outras paragens.

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04
Abr19

Um Juiz que deve ser Neto do outro

Miss Lollipop

Na Grã Bretanha, uma senhora casada há 20 anos, viu as suas condições físicas e mentais degradarem-se de tal maneira, ao ponto de, ser incapaz de decidir seja o que for por si própria.

Embora o marido se tivesse comprometido a não manter qualquer contacto íntimo com ela, foi pedida uma ordem judicial que afastasse qualquer hipótese do que poderia vir a ser uma violação.

Sentencia o Juiz :

Não consigo pensar em nenhum direito humano fundamental mais óbvio do que o direito de um homem ter sexo com a sua esposa”

Não consigo comentar, de tão mau que isto é…… 

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